Sobre Alcione Marocolo

Entrevista

Em 2017, Alcione Marocolo completou 30 anos como profissional da Estética. São anos realizando um trabalho com competência e cuidando das pessoas. Confira abaixo uma entrevista com em que ela conta sobre a carreira.

1. Em 30 anos de carreira, qual foi a importância da estética na sua vida?

Fundamental. Começou com uma brincadeira. Eu passei no vestibular de Direito e nós tínhamos um tempo até começar. O curso era só meio período, então nós tínhamos muito tempo livre. Eu fui fazer um curso de Estética Facial no SENAC, para poder usar para mim, e isso se tornou a minha profissão hoje. O Direito acabou ficando para escanteio e eu me apaixonei completamente pela estética. Então ela é tudo. Tudo que eu tenho veio disso, tudo que eu conquistei veio a partir da estética. E quando eu comecei, há trinta anos atrás, a estética era uma coisa até banal, e hoje, se tornou algo que as pessoas conhecem como essencial para a autoestima e para a formação da pessoa, porque essa é também uma das facetas do indivíduo. Logicamente, quando você fala da estética exagerada, sem medida, só a estética pela estética, ela entra de novo no campo da superficialidade. Mas quando analisamos a estética como sendo um dos componentes que tornam as pessoas mais felizes, ela se torna essencial.

2. A que, ou a quem você deve o seu sucesso?

A muitas pessoas. Eu acho que eu tenho sucesso no que eu faço porque eu sou feliz fazendo, porque eu tenho retorno financeiro, porque as maiores conquistas e emoções da minha vida vieram através da minha profissão. Por causa da estética, eu fiz programa de rádio, programa de TV, sou palestrante nos maiores eventos do Brasil, conheci as pessoas mais importantes da área. Tive a oportunidade de conhecer Ala Szerman , que tornou a estética muito conhecida num programa chamado TV Mulher na TV Globo há muito anos atrás. Já tive a oportunidade não só de conhecê-la, mas de trazê-la duas vezes a Juiz de Fora.  Conheci também  João Curvo, um nutrólogo famosíssimo. Eu trouxe o João em um dos nossos eventos, então a estética me possibilitou conquistas muito expressivas. Eu dependo e preciso, para fazer tudo o que eu faço, de muitas pessoas, principalmente da minha família. Inicialmente meus pais, que investiram em mim, investiram no meu primeiro consultório de estética, nos meus primeiros aparelhos e nos meus estudos. Meu marido, que me dá todo o suporte que eu preciso para viajar sabendo que meus filhos estão bem. Minha sogra, que também é uma grande mulher na minha vida. E todas as minhas funcionárias e parceiras, pessoas que ao longo da minha caminhada, tornaram possível as coisas que eu pensava em fazer, que eram grandes. Eu fiz coisas muito maiores que eu mesma.

3. E como você faz para ainda se manter bem no mercado durante tanto tempo?

Envelhecer muda o foco. Eu, com 25 anos, não tinha hora, não tinha tempo, não tinha lugar. Estudava muito, ia em todos os eventos, trabalhava sem hora, porque também não tinha filhos. Hoje, aos 47 anos, meu foco é outro. Minha família, minha fé, minha vida pessoal são prioridade. Mas o que eu me propus à medida que eu fui percebendo que o mercado tinha mudado, foi a sempre ter uma vontade vestibulanda dentro de mim, de ser como se eu estivesse sempre começando, e isso eu acho que me ajuda a não perder o pique. Porque as jovens micropigmentadoras tem sangue no olho. E nós, que já temos maturidade, que já conquistamos um lugar ao sol, tendemos ao comodismo. Eu penso sempre em não deixar isso acontecer.

4. Por que é tão importante continuar estudando?

Porque tudo fica velho muito rápido. O que eu aprendi hoje, amanhã já tem alguém falando coisa mais interessante e nova. A minha área não é cientificamente organizada, não há ainda um curso superior, não há muitos livros sobre o assunto. Então, tudo vem da experiência de cada profissional, daquilo que foi acumulado e registrado. É muito provável que, mês que vem, alguém já traga algo novo, que para nós que estamos estudando e vivendo a micropigmentação fará sentido, e então será incorporado ao nosso conhecimento. Não dá para parar. É cansativo, mas muito prazeroso também.

5. Como é ser uma profissional referência no mercado?

É difícil. A cobrança começa de mim mesma. É muita responsabilidade ensinar, é muita responsabilidade subir num congresso para falar, é muita responsabilidade fazer eventos. E eu não faço nada despretensiosamente, nem irresponsavelmente, nem só para ganhar dinheiro. Essa não é a minha praia. Tudo que eu faço me consome muito, eu dou tudo o que eu tenho. Ser referência é algo que é muito difícil sim, não se consegue chegar nesse ponto sem virar madrugadas e sem dar grande parte da sua vida para isso, mas as conquistas fazem valer a pena

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